Jorge Luiz Sant\'Anna Vercilo, libriano, carioca, nascido em Botafogo e criado na praia do Leme, começou na música por incentivo de sua tia Lêda Barbosa, cantora desde os tempos da Rádio Nacional, impressionada com a qualidade das poesias que Jorge escrevia.
Ainda bem jovem apaixonou-se pelo violão, chegando a estudar o instrumento. Entretanto foi a noite carioca sua grande escola assim como os festivais de música pelo Brasil afora como o de Avaré, Carrefour, entre outros.
A música negra norte americana também é outra fonte de inspiração para suas composições e como é próprio de sua geração, cresceu ouvindo Stevie Wonder, Michael Jackson e George Benson.
Em 1989, ainda no início de sua carreira, defendeu o Brasil no Festival Internacional de Trovadores, Itrofesticur, em Curaçau, no Caribe. Alcançou o primeiro lugar com a canção "Alegre", de sua autoria, recebendo também o prêmio de melhor intérprete. Este reconhecimento, em nível internacional, como compositor e cantor, demonstrou claramente que o seu destino estava traçado e a música brasileira ganhava um novo e promissor representante.
Em 1993 gravou o primeiro CD "Encontro das Águas", lançado pela gravadora Continental em 1994. Este disco é um retrato das tendências que o influenciaram inicialmente. Com um trabalho acústico voltado para os sons nacionais, promove um verdadeiro "Encontro das Águas", apresentando vários ritmos, tais como Samba, Afoxé e até mesmo a Salsa.
Neste disco estão músicas que foram tema em novelas, tais como "Encontro das Águas" em "Mulheres de Areia" e "Praia Nua" em "Tropicaliente".
Em 1996 gravou o segundo CD "Em tudo que é Belo", também pela Continental. Nele apresentam-se composições sintonizadas com a moderna MPB, trazendo ritmos como o Charme e fusões com a música árabe como "Oração Yoshua" e "Himalia" em parceria com Paulo César Feital, bem como incursões no Reggae (em "Fácil de Entender"). É um trabalho eclético que se caracteriza pela utilização de loops dentro das suas canções de MPB e Pop.
Neste disco também são encontradas músicas que foram temas de novelas como "Raios da manhã" em "O Fim do Mundo" e "Infinito Amor " em "A Indomada".
Em 1997, Jorge foi indicado para o prêmio "Sharp" como melhor cantor pop e foi apontado por Mariozinho Rocha (diretor musical da TV Globo) como uma das promessas da nova MPB.
Jorge Vercilo ainda marcou presença com a música "Amanheceu" no Festival da Música Brasileira, promovido pela Rede Globo em 2000, se destacando como um dos grandes nomes da nova MPB.
Ainda em 2000 Jorge lança o CD LEVE, numa produção independente após o seu desligamento da gravadora Continental. A música "Final Feliz" (com participação especial de Djavan) tornou-se sucesso nacional. Chamando a atenção de outras gravadoras para o seu trabalho e lançando outras músicas do disco nas rádios como: "Leve", "Em Órbita" e "Avessso".
Em 2001, após lotar o Canecão numa empreitada independente, assina com a EMI Music, que por sua vez maximizou a execução de "Final Feliz" com o remix nas rádios jovens e populares.
Em 2002 lança "ELO" com sucessos nacionais como: "Que Nem Maré", "Homem Aranha" e "Fênix" (parceria com Flávio Venturini), tema da minissérie "A Casa das 7 Mulheres" da Rede Globo. Outro tema Global deste disco que chegou a vendagem de 250 mil cópias, foi "O Reino das Águas Claras" para a novo versão do "Sítio do Pica-Pau Amarelo".
Em 2003, com a explosão da música e do nome de Jorge Vercilo, a SomLivre lança sua primeira coletânea denominda "Série Perfil" que chegou a 120 mil cópias.
No final de 2003, a EMI lança "LIVRE" o quinto álbum autoral de Vercilo, esse trabalho elogiado pela imprensa de todo país fecha a trilogia de "LEVE", "ELO" e "LIVRE", todos os três gravados por sua banda e produzidos pelo próprio Jorge e por Paulo Calazans. Este CD, que veio junto com DVD, emplaca os sucessos "Monalisa", "Contraste" e "Invisível".
2004 - Enquanto a turnê "LIVRE" rodava pelo Brasil, Jorge abriu seu leque de parcerias com: Fernando Brant, Ana Carolina, Fátima Guedes, Marcos Valle, Nico Resende, Dudu Falcão, entre outros. Várias canções suas vêm sendo gravadas como: "Pela Ciclovia" por Leila Pinheiro (parceria com Marcos Valle), "Encontro das Águas" por Danilo Caymmi e Jorge Aragão, "Pode Ser" e "Quase Amor" por Pedro Mariano, "Mandala" por Adelmo Casé (parceria com Torquato Mariano), etc.
Com produção de Torquato Mariano e DJ Memê, "SIGNO DE AR", é o nome de uma das faixas do CD e dá título ao álbum. Nele, Jorge Vercilo estréia novas parcerias: Ana Carolina participa com duas canções, "Ultra-leve Amor" e "Abismo", assim como Dudu Falcão com "Melhor Lugar" e "Ciclo" - já escolhida como trilha sonora da próxima novela das 19 hs da TV Globo, A Lua Me Disse; Nico Rezende assina com Vercilo "Signo de Ar" e Torquato Mariano vem em "Mandala". Além dessas, Vercilo preserva a parceria com Jota Maranhão em "Delicadeza" e assina sozinho mais três canções.
As boas novas marcam também uma renovação na sonoridade. Depois de gravar seus três últimos álbuns Leve, Elo e Livre acompanhado de sua banda, Vercilo brinca com tendências ainda não visitadas, como na balada-rock "Abismo", ou na disco "Mandala", contando com músicos do quilate de Celso Fonseca (guitarra), Milton Guedes (solo de gaita em "Ultra-leve Amor"), Jorjão Barreto (teclados) e Armando Marçal (percussão), entre outros.
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