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A História do Oscar
A primeira apresentação dos prêmios foi em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt, em Hollywood. Os troféus eram referentes à temporada de 1927/28 e teve um banquete para 270 pessoas. Após o jantar, houve a entrega de 11 prêmios e nove discursos, inclusive o de Louis B. Mayer. Em sua primeira edição, a Academia entregou 11 prêmios. No segundo ano, os prêmios foram conferidos para apenas sete categorias. Hoje, o número de categorias varia entre 23 e 25. O número foi se alterando no decorrer dos anos, refletindo o desenvolvimento da indústria cinematográfica, como o surgimento do som e da cor. Em 2002, foi criada a categoria Animação.
Nada dos cinco indicados em cada categoria, como se tornou tradicional nas últimas décadas da premiação. Nem de os membros da Academia escolherem os indicados. Nos primeiros anos, os finalistas eram escolhidos por um comitê de 20 pessoas, mas somente cinco delas decidiam os vencedores. No terceiro ano, Mary Pickford foi acusada de ter sido ajudada pelos juízes e a escolha passou a ser feita pelos membros da Academia, já 400 na época. Nos seis primeiros anos do Oscar, os prêmios eram por temporada, como acontece hoje nas premiações de TV. A partir de 34, o critério passou a ser o ano: só concorriam os filmes lançados de 1º de janeiro até 31 de dezembro. Concorrem os filmes de longa-metragem em inglês ou com legendas em inglês, qualquer que seja seu país de origem, desde que tenham sido exibidos em 35 milímetros, com entrada paga, em um cinema da área de Los Angeles, durante o ano, e essa exibição tenha sido de, no mínimo, uma semana.
A partir de 1935, os prêmios passaram a ser fiscalizados pela Price Waterhouse, para evitar que os estúdios que controlavam a Academia também controlassem os prêmios. Afinal, na primeira década do Oscar, o estúdio de Mayer, a Metro, teve 155 indicações e 33 prêmios, duas vezes mais que qualquer dos outros estúdios. Com a entrada em cena da Price Waterhouse chegaram os atuais envelopes selados e secretos. Atualmente, a Price Waterhouse tem a missão de tabular os votos e, antes da entrega, só os diretores da empresa sabem do resultado.
As cerimônias passaram a ser transmitidas pela televisão em 53. E ninguém ganha cachê para aparecer no Oscar. É tudo questão de prestígio. A renda da transmissão permite à Academia se sustentar durante todo ano, tendo também uma biblioteca, bolsas de estudo, preservação de filmes antigos e publicações.
A responsabilidade de escolher os candidatos e vencedores é dos 6 mil membros da Academia. Tudo é dividido em 14 categorias: atores, diretores de arte, fotógrafos, diretores, executivos, montadores, músicos, produtores, relações públicas, curta-metragem, animação, som, efeitos especiais e roteiristas. Cada associado vota nos finalistas de sua categoria (ator vota em ator, produtor em produtor...). Depois de anunciados os cinco finalistas em cada categoria, todos votam nas 14 categorias existentes. As demais são votadas pelo comitê de direção da Academia. Para escolher os finalistas em Filmes Estrangeiros, Documentários e Curtas só podem votar os que assistirem a todos os concorrentes. Não é preciso ser sócio da Academia para concorrer. E uma indicação não torna a pessoa sócia automaticamente.
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